sexta-feira, 13 de junho de 2014
Bloguinho: CONCURSOS DO PROGRAMA AGRINHO - 2014
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segunda-feira, 9 de junho de 2014
AFRICANIDADES - RAÇA E ETNIA NO BRASIL

RAÇA E ETNIA NO BRASIL
O Brasil possui uma riquíssima diversidade étnica, racial e linguística,
uma das maiores no mundo. Os brasileiros indígenas somam cerca de 400 mil pessoas
vivendo em mais de 3 mil aldeias, pertencentes a 225 etnias e falando 180
diferentes línguas. Os brasileiros afrodescendentes constituem a segunda maior
população negra do mundo (atrás somente da Nigéria): são 87,3 milhões de
pessoas correspondendo a 48% dos habitantes do País.
De acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios
(Pnad) de 2006, o total de crianças e adolescentes negros e indígenas soma 51%
das crianças no Brasil, ou seja, cerca de 31 milhões de brasileiros com menos
de 18 anos. Eles são a maioria da população brasileira com menos de 18 anos,
mas são também a parcela da população mais vulnerável. Para se ter uma ideia,
50% das crianças e dos adolescentes, no Brasil, são pobres, no entanto, quando
se analisa esse dado por raça/cor, meninas e meninos pertencentes aos grupos
indígenas e negros são os mais pobres entre os pobres – 63% e 62%
respectivamente.
É preciso assegurar que cada criança e cada adolescente, sejam eles
negras, indígenas ou brancos, tenham seus direitos garantidos, protegidos e
respeitados, igualmente, em todas as políticas públicas. Essas políticas devem
levar em conta os valores das identidades culturais e os conhecimentos
tradicionais. O UNICEF acredita que, somente vivendo e convivendo com a
pluralidade, possa se construir um efetivo conceito de igualdade para nossas
crianças.
Para promover a igualdade racial no Brasil, o UNICEF atua com o intuito
de:
• Estimular o desenvolvimento de políticas públicas mais equitativas
para a infância e adolescência;
• Desconstruir os estereótipos nos meios de comunicação e no imaginário
popular ligados às populações negra e indígena;
• Promover o direito de cada criança e cada adolescente valorizar sua
identidade e manter sua autoestima elevada;
• Promover a igualdade de oportunidade.
• Promover a igualdade de oportunidade.
quarta-feira, 4 de junho de 2014
segunda-feira, 2 de junho de 2014
INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA NO BRASIL
INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA NO BRASIL
O Brasil
possui uma população de 190 milhões de pessoas, dos quais 60 milhões têm menos
de 18 anos de idade, o que equivale a quase um terço de toda a população de
crianças e adolescentes da América Latina e do Caribe. São dezenas de milhões
de pessoas que possuem direitos e deveres e necessitam de condições para se
desenvolverem com plenitude todo o seu potencial.
Contudo,
as crianças são especialmente vulneráveis às violações de direitos, à pobreza e
à iniquidade no País. Por exemplo, 29% da população vive em famílias pobres,
mas, entre as crianças, esse número chega a 45,6%. As crianças negras, por
exemplo, têm quase 70% mais chance de viver na pobreza do que as brancas; o
mesmo pode ser observado para as crianças que vivem em áreas rurais. Na região
do Semiárido, onde vivem 13 milhões de crianças, mais de 70% das crianças e dos
adolescentes são classificados como pobres. Essas iniquidades são o maior
obstáculo para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) por
parte do País.
O
Brasil está no rumo de alcançar o ODM 4, que trata da redução da mortalidade
infantil. O País fez grandes avanços – a taxa de mortalidade infantil caiu de
47,1/1.000 (47,1 por 1.000), em 1990, para 19/1000, em 2008. Contudo, as
disparidades continuam: as crianças pobres têm mais do que o dobro de chance de
morrer, em comparação às ricas, e as negras, 50% a mais, em relação às brancas.
A taxa
de sub-registro de nascimento caiu – de 30,3% (1995) para 8,9% (2008) – mais
ainda continua alta nas regiões Norte (15%) e Nordeste (20%). Aproximadamente
uma em cada quatro crianças de 4 a 6 anos estão fora da escola. 64% das
crianças pobres não vão à escola durante a primeira infância. A desnutrição
entre crianças menores de 1 ano diminuiu em mais de 60% nos últimos cinco anos,
mas ainda cerca de 60 mil crianças com menos de 1 ano são desnutridas.
Com 98%
das crianças de 7 a 14 anos na escola, o Brasil ainda tem 535 mil crianças
nessa idade fora da escola, das quais 330 mil são negras. Nas regiões mais
pobres, como o Norte e o Nordeste, somente 40% das crianças terminam a educação
fundamental. Nas regiões mais desenvolvidas, como o Sul e o Sudeste, essa
proporção é de 70%. Esse quadro ameaça o cumprimento pelo País do ODM 2 – que
diz respeito à conclusão de ciclo no ensino fundamental.
O
Brasil tem 21 milhões de adolescentes com idade entre 12 e 17 anos. De cada 100
estudantes que entram no ensino fundamental, apenas 59 terminam a 8ª série e
apenas 40, o ensino médio. A evasão escolar e a falta às aulas ocorrem por
diferentes razões, incluindo violência e gravidez na adolescência. O país
registra anualmente o nascimento de 300 mil crianças que são filhos e filhas de
mães adolescentes.
Na área
do HIV/aids, a resposta brasileira é reconhecida globalmente como uma das
melhores, mas permanecem grandes desafios que deverão ser enfrentados para
assegurar acesso universal à prevenção, tratamento e cuidados para as crianças
e os adolescentes brasileiros. A taxa nacional de transmissão do HIV da mãe
para o bebê caiu mais da metade entre 1993 e 2005 (de 16% para 8%), mas
continuam a existir diferenças regionais significativas: 12% no Nordeste e 15%
no Norte. O número de casos de aids entre os negros e entre as mulheres
continua a crescer num ritmo muito mais acelerado do que entre os brancos e
entre os homens. Além disso, a epidemia afeta cada vez mais os jovens.
As
crianças e os adolescentes são especialmente afetados pela violência. Mesmo com
os esforços do governo brasileiro e da sociedade em geral para enfrentar o
problema, as estatísticas ainda apontam um cenário desolador em relação à
violência contra crianças e adolescentes. A cada dia, 129 casos de violência
psicológica e física, incluindo a sexual, e negligência contra crianças e
adolescentes são reportados, em média, ao Disque Denúncia 100. Isso quer dizer
que, a cada hora, cinco casos de violência contra meninas e meninos são registrados
no País. Esse quadro pode ser ainda mais grave se levarmos em consideração que
muitos desses crimes nunca chegam a ser denunciados.
O País
tem ainda o desafio de superar o uso excessivo de medidas de abrigo e de
privação de liberdade para adolescentes em conflito com a lei. Em ambos os
casos, cerca de dois terços dos internos são negros. Cerca de 30 mil
adolescentes recebem medidas de privação de liberdade a cada ano, apesar de
apenas 30% terem sido condenados por crimes violentos, para os quais a
penalidade é amparada na lei.
SISU ABRE INSCRIÇÕES
Confira o Tweet de @agenciabrasil: https://twitter.com/agenciabrasil/status/473410765202788352
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